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EH Abril - Maio 2013

www.elhospital.com pesquisa global eh0413stent cardiología Endopróteses coronárias biodegradáveis e dados de seguimento de até 5 anos, não demonstrou diferenças estatisticamente significativas em mortes ou novos infartos. Não obstante, o uso das próteses revestidas foi associado a um menor número de reintervenções devido à reestenose da coronária intervinda ou da endoprótese.25 Depoimentos regionais a experiência na américa latina com as endopróteses impregnadas com everolimus é comentada pelo Dr. Ruben lamich B.**26, especialista entrevistado por El Hospital, que informa que atualmente no chile 30 a 40% das endopróteses utilizadas são impregnadas, enquanto que o resto são metálicas. o uso de endopróteses impregnadas está concentrando-se especialmente nas clínicas privadas pelos custos adicionais que isto implica. porém, o entrevistado considera-as a primeira opção em pacientes diabéticos, com reestenose depois de ter sido colocada endoprótese metálica, em pacientes com doença de múltiplos vasos e em pacientes com lesões longas e complexas. o manuseio destas endopróteses não difere muito da colocação das metálicas, mas precisa de uma melhor preparação do vaso. a segurança em longo prazo das endopróteses farmacoativas baseadas em polímeros permanentes foi questionada, devido à incidência de tromboses tardias atribuíveis a uma persistente resposta inflamatória ocasionada pela presença residual de um polímero permanente no vaso intervindo. Devido ao anterior, surge uma nova geração de endopróteses impregnadas feitas com polímeros bioabsorvíveis. o Dr. lamich sustenta que em longo prazo, o custo da colocação de um stent impregnado bioabsorvível é menor, pois evita a reestenose e a reintervenção, além disso supera as limitações das endopróteses de polímeros permanentes ao diminuir a incidência de trombose intra-endoprótese tardia e muito tardia. Diminui o tempo de terapia antiagregante de 9-12 a 3-6 meses e o melhor, o polímero hidroliza-se desaparecendo da parede em 18 a 24 meses, o que permite o restabelecimento da luz do vaso, sua motilidade e a recuperação da capacidade endotelial. as endopróteses impregnadas permitem o monitoramento das lesões com tac coronário, evitam a reestenose atribuível à fratura da armação metálica e possibilitam outros procedimentos posteriores como a revascularização cirúrgica. por tudo isto, a endoprótese impregnada bioabsorvível surge como a tecnologia com a qual sempre sonharam os cardiologistas intervencionistas: um dispositivo que cumpra a sua função e dissolva- -se. porém, o Dr. lamich esclarece que o principal temor radica no risco de trombose associada ao uso curto da terapia antiagregante e á falta de monitoramento em muito longo prazo. De outra parte, o Dr. Darío echeverri27, especialista colombiano entrevistado por El Hospital, considera que existe um ambiente propício para a implantação desta tecnologia na colômbia, onde ainda não foram obtidas as aprovações locais, mas o recurso humano já está sendo preparado para conseguir introduzir esta nova tecnologia. ainda considera que existem muitas perguntas por resolver, especialmente no referente aos altos custos, à segurança e à eficácia em longo prazo, e ao comportamento dos dispositivos em pacientes complexos, entre outros. adicionalmente, frente ao uso da endoprótese de material biodegradável liberadora de everolimus, destaca como principais vantagens que o “full metal jacket” é evitado, a reação ao corpo estranho é reduzida e conta-se com a possibilidade de novas intervenções sobre o mesmo segmento intervido, entre outras. ■ * Médica da Universidad del Rosario de Bogotá, Colômbia, Especialista em Auditoria em Saúde e Bioética. Magister em Proteção Social. ** Agradecemos a Sra. Michelle Abtahi, representante de Edelman, por ter facilitado a entrevista com o Dr. Ruben Lamich Betancourt26 e, por fornecer as imagens do dispositivo Absorb ® de Abbott, que ilustram o presente artigo. Referências 1. Factores de riesgo de infarto agudo del miocardio en América Latina. Rev Panam Salud Publica  serial on the Internet. 2007  Dec cited  2012  Sep  24 ;  22(6): 402-403. Disponível em: http:// www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1020- 49892007001100007&lng=en.  http://dx.doi.org/10.1590/S1020- 49892007001100007. 2. Lanas F, Avezum A, Bautista LE, Diaz R, Luna M, Islam S, et al. Risk factors for acute myocardial infarction in Latin America. Circulation. 2007;115:1067–74 3. Konstantinov, Igor E. Robert H. Goetz: the surgeon who performed the first successful clinical coronary artery bypass operation Ann Thorac Surg 2000 69: 1966-1972. 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Chefe do Departamento de Cardiologia da Clínica Santa María e cardiologista do Hospital Barros Luco Trudeau, em Santiago do Chile. 28 de setembro de 2012.27 Entrevista com Darío Echeverri Arcila, médico cirurgião, cardiologista intervencionista hemodinamista. Chefe do Serviço de Hemodinâmica e Intervencionismo Cardiovascular. Diretor do Laboratório de Pesquisa em Função Vascular. Fundación Cardio Infantil. Bogotá, Colômbia  34 abril - maio 2013 www.elhospital.com


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