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EH Abril - Maio 2013

a proliferação celular na placa vulnerável. No final dos 90 começaram a ser publicados os dados das primeiras endopróteses impregnadas de medicamentos, de maneira experimental com rapamicina12, e os primeiros resultados clínicos foram relatados em 200113. Entretanto, o primeiro intervencionista que implantou uma endoprótese envolvida em sirolimus foi o brasileiro Eduardo Sousa. É de anotar que esta linha de medicamentos saiu da pesquisa de medicamentos imunossupressores, entre os quais estão, também, o everolimus, o biolimus e o zotarolimus. Simultaneamente, foram desenvolvidas as endopróteses revestidas com paclitaxel. Em impregnadas com medicamentos levou a uma redução significativa da reestenose e, ainda que o seu uso tenha sido associado com um aumento do risco de trombose tardia da endoprótese, não foi demonstrado risco adicional de mortalidade. O certo é que todas as endopróteses têm claras restrições em pacientes diabéticos e em pacientes com lesões complexas.21 O futuro desafia o desenvolvimento tecnológico para as endopróteses de lesões múltiplas e de lesões em bifurcações, entre outras.22 Em conclusão, até agora os melhores resultados, pelo menos em relação à reestenose, continuam sendo ostentados pela revascularização miocárdica cirúrgica, de 2007 foi publicada uma metanálise que reuniu informação sobre 18.023 pacientes tratados com endopróteses metálicas convencionais, endopróteses impregnadas com sirolimus e com paclitaxel. Encontrou-se uma mortalidade similar em todos os grupos, mas o risco de trombose tardia (>30 dias) da endoprótese foi maior com os stents com paclitaxel quando comparados com os metálicos. Houve uma redução na necessidade de revascularização da lesão tratada com os revestidos de medicamento comparados com os metálicos, mais pronunciada nos revestidos com sirolimus que os revestidos com paclitaxel.14 Em quanto à trombose da endoprótese, ainda que seja rara, é devastadora e imprevisível, com prognósticos de sobrevida de, entre, 10 a 30%. Existe um grande estudo que demonstra maior risco desta complicação em pacientes tratados sem indicações aprovadas.15 As fraturas do stent são outra complicação, com incidências entre 1% a 29%. Associados a esta complicação foram identificados diferentes fatores mecânicos e lesionais (vasos severamente calcificados e tortuosos), endopróteses sobrepostas ou excessivamente longas.16 Tabela 2. IndIcações aprovadas (on label) para o uso de endopróteses revestIdas com medIcamentos endopróteses revestIdas com sIrolImus endopróteses revestIdas com paclItaXel Lesões novas ≤30 mm de longitude em artérias coronárias naturais com diâmetros do vaso entre 2,5 a 3,5 mm Lesões novas ≤28 mm de longitude em artérias coronárias naturais com diâmetros do vaso entre 2,5 a 3,75 mm Em 2005 foram publicados os primeiros estudos clínicos de uma segunda geração de endopróteses impregnadas com medicamentos, com uma base de Cobalto-cromo mais fina e uma mistura de polímeros mais biocompatíveis17,18. Os scaffolds impregnados de medicamentos desde 2005 começaram a ser absorvíveis. É inegável que existem vantagens em longo prazo do uso de endopróteses reabsorvíveis impregnadas com medicamentos, tais como a restauração da capacidade mecânica do vaso, a sua organização celular e a sua fisiologia19. Estas endopróteses convertem-se assim, na porta de entrada à terapia de restauração vascular.20 Implicações e conclusões As endopróteses são um componente essencial da revascularização percutânea contemporânea. A introdução de endopróteses acordo com os resultados de uma avaliação sistemática publicada em 2009 com 2.004 pacientes que tinham apresentado uma reestenose depois de uma angioplastia ou de uma revascularização.23 De outra parte, ao comparar a angioplastia e as endopróteses, ambas são igualmente efetivas em prevenir a morte. Entretanto, o uso de endoprótese demonstrou melhores resultados ao implicar menos recanalizações posteriores e menos novos infartos.24 Quanto à comparação de endopróteses revestidas por medicamentos com as metálicas sem revestimentos, uma revisão de Cochrane de 47 estudos que incluíram mais de 14.500 pacientes  CompactTM mais sistemas por caixa fluxo laminar do gás mínima tração na via aérea do paciente múltiplas possibilidades de posições — — Encontre o seu distribuidor local em www.intersurgical.com/distributors Veja-nos em Qualidade, inovação e seleção — — Sistemas Respiratórios Anestésicos Extensíveis para aplicações tanto em adultos como pediátricas – que proporcionam uma solução versátil para anestesia Compressão ótima Baixa resistência ao fluxo Sistema leve paciente Posicionamento fácil www.intersurgical.com @intersurgical Hospitalar São Paulo, Brasil 21 a 24 de maio de 2013 Estande J23 - Salão Azul intersurgical Entre em contato com o fornecedor: Código 15 www.elhospital.com/contactealproveedor abril - maio 2013 33 El Hospital_04_13_compact.indd 1 12/03/2013 16:45


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