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EH Abril - Maio 2013

Figura 8 Herranz e Ruibal 2012. Imagenologia Molecular tados mostram que altas concentrações de Hemoglobina Total (HT) nos cânceres de seio são associadas significativamente com a presença de HER2 e com um alto nível Ki-67. Isto pode ser observado nas imagens de ultrassom comparadas com Mapas de Absorção Óptica (Figuras 9 e 10). A figura 9 ilustra um carcinoma ductal invasivo em uma mulher  de 50 anos. O status HER2 do tumor é “negativo”. O ultrassom Figura 9 Choi et al 2013.. correlação positiva entre o tamanho do tumor, o oncogene HER2 e o antígeno nuclear Ki-67. Estes resultados, ainda que não sejam conclusivos, indicam que a TOD poderia também ser empregada para predizer a agressividade do câncer em pacientes com cânceres invasivos2. Outro potencial da técnica é a sua possibilidade de medir a concentração de água e de lipídios e a proporção de oxihemoglobina e desoxihemoglobina, elementos importantes da composição do seio que fornecem informação sobre o prognóstico dos tumores. Também é relevante a informação que fornece sobre o coeficiente de dispersão dos tecidos, já que esta relaciona-se com as suas propriedades estruturais e a concentração ou tamanho dos organelos3. O maior desafio que apresenta a Tomografia óptica é a profundidade de penetração, ainda que com o uso de infravermelho próximo - NIR, e com o desenvolvimento de equipamentos mais sensíveis, é possível acessar até 15 centímetros. Outro desafio é a quantificação do sinal e o desenvolvimento, validação e aprovação dos agentes de contraste imagenológicos no uso humano3. Além disso, a TOD apresenta limitações técnicas relacionadas à sua efetividade em seios densos e pequenos e à possibilidade de interpretar como descoberta o complexo aréola-mamilo muito escuro, ou lesões muito superficiais ou muito profundas2. Em conclusão, métodos diagnósticos como a mamografia, ultrassom e ressonância magnética estão sendo complementados com o uso de imagenologia molecular oferecida pelos desenvolvimentos da medicina nuclear e da tomografia óptica. Estes desenvolvimentos permitem não apenas uma detecção mais precoce das lesões, mas, também, fornecem informação sobre os tipos de lesão o que permite identificar o tratamento mais adequado e monitorar a resposta das pacientes ao tratamento em curto prazo. ■ * Psiquiatria Geriátrica e de adultos certificada pelo Conselho. Vinculada à Sociedade de Psiquiatria Comunitária. Figura 10 Choi et al 2013. www.ElHOspITAl.cOM pesquisa global eh0413imagsen mostra uma lesão hipoecóica de 1,2 cm de diâmetro, com forma irregular e margens microlobuladas. O mapa de absorção óptica reconstituído, como é mostrado à direita do ultrassom, revela uma massa distintiva com uma máxima HT de 206,9 μmol/l. A figura 10 mostra um carcinoma ductal invasivo em uma mulher de 51 anos. O status HER2 do tumor é “positivo”. O ultrassom mostra uma lesão hipoecóica de 2,0 cm de diâmetro, com forma irregular e margens indiferenciadas. O mapa de absorção óptica reconstituído revela uma massa distintiva com uma máxima HT de 340.1 μmol/l. De outro lado, a confiabilidade das medições de HT usando a técnica TOD guiada por ultrassom sugere um excelente desempenho em tempo real2. A cHT correlaciona-se fortemente com a densidade micro vascular dos tumores, produto de diversos fatores angiogênicos e, esta relação pode ajudar a interpretar as descobertas de câncer de seio realizadas com a Tomografia Óptica Difusa - TOD guiada por ultrassom. choi et al encontraram também uma Referências yang, W.T., 2011. Emerging techniques and molecular imaging in breast cancer. Seminars in ultrasound, CT, and MR, 32(4), pp.288–99. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21782119 Accessed January 11, 2013. Choi, J.S. et al., 2013. US-Guided Optical Tomography: Correlation with Clinicopathologic Variables in Breast Cancer. Ultrasound in medicine & biology, 39(2), pp.233–40. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih. gov/pubmed/23219038 Accessed January 23, 2013. Herranz, M. & Ruibal, A., 2012. Optical Imaging in Breast Cancer Diagnosis: The Next Evolution. Journal of Oncology, 2012, pp.1–10. Available at: http://www.hindawi. com/journals/jo/2012/863747/ Accessed January 23, 2013. imagens médicas e medicina nuclear 18 abril - maio 2013 www.elhospital.com


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