Page 18

EH Abril - Maio 2013

imagens médicas e medicina nuclear Imagenologia Molecular: Um passo a frente no diagnóstico e tratamento do câncer de seio As imagens moleculares introduzem no arsenal diagnóstico da medicina moderna, uma perspectiva funcional cuja utilidade no diagnóstico precoce do câncer tem sido amplamente demonstrada. Por seu enorme impacto epidemiológico, o câncer de seio é uma das prioridades na aplicação desta tecnologia. Carolina Bonilla, MD * O câncer de seio é um dos cânceres mais comuns nas mulheres do mundo ocidental; as técnicas para a sua detecção precoce, adequado diagnóstico e monitoramento são chaves no sucesso de recuperação das pacientes. O método mais comum para o diagnóstico do câncer de seio é a mamografia, por ter bem consolidados seus critérios de interpretação, ampla disponibilidade e baixo custo. Porém, esta técnica apresenta limitações em pacientes jovens e de seios densos em cujos casos, somente revela aproximadamente 45% dos tumores. Por outro lado, a mamografia proporciona um diagnóstico morfológico, razão pela qual não permite valorar a malignidade das lesões, nem avaliar a resposta das pacientes ao tratamento1. Diagnósticos alternativos de imagenologia anatômica como o Ultrassom, a Ressonância Magnética - IRM e a Tomografia Computarizada - TC, permitem detectar o câncer em pacientes de seios densos, mas apresentam as mesmas limitações que a mamografia no prognóstico e monitoramento da doença. A imagenologia molecular apresenta técnicas de caráter funcional que fornecem informação sobre a biologia, fisiologia e padrões metabólicos do câncer. O seu emprego promete realizar a detecção precoce do câncer antes que converta-se em uma doença morfológica; melhorar o diagnóstico e o prognóstico, permite identificar as opções de tratamento para cada caso e valorar em curto prazo a resposta ao tratamento.1 Figura 1 Imagens de Rogers, MD, Swedish Medical Center, Seattle, WA apresentadas em Yang 2011.  Técnicas de medicina nuclear, como a Mamografia de Emissão de Pósitrons - PEM e a Imagenologia Gama Específica do Seio - BSGI, possibilitam a avaliação histológica das lesões, permitindo medir as células tumorais hipermetabólicas que poderiam derivar na identificação de diferenças funcionais de subtipos de câncer, ajudando assim a selecionar o tratamento e monitorar a resposta ao mesmo. Além disso, estas técnicas poderiam servir como plataforma no uso de radiofármacos, na valoração e monitoramento da resposta das pacientes ao tratamento e no desenvolvimento de novas medicinas. As figuras 1 e 2 mostram as diferenças entre a Ressonância Magnética - IRM e a Mamografia de Emissão de Pósitrons - PEM. Na figura 1 pode-se visualizar o resultado de uma Ressonância Magnética (MRI) pós-contraste, com projeção de intensidade máxima no plano Axial, a qual revela massas crescentes irregulares suspeitas de malignidade, uma no seio direito e outra no seio esquerdo, como indicam as setas. A figura 2 mostra imagens de Mamografia de Emissão de Pósitrons - PEM, eixo crânio-caudal (B) e médio-lateral oblíquo (C), revelando as correspondentes massas irregulares com uma maior captação do agente fluorodeoxyglucose (FDG), como indicam as setas. Para efeitos de referência, a figura 3 mostra imagens de Mamografia de Emissão de Pósitrons - PEM, em eixos crânio-caudal (D) e médio-lateral oblíquo (E), em seios normais. Estas imagens não revelam uma maior captação do agente fluorodeoxyglucose (FDG). A histopatologia obtida a partir de biopsia guiada por Ressonância Magnética mostrou mudanças fibrocísticas e, por conseguinte, o resultado com a Ressonância Magnética gera falsos positivos Figura 2 Imagens de Rogers, MD, Swedish Medical Center, Seattle, WA apresentadas em Yang 2011. 14 abril - maio 2013 www.elhospital.com


EH Abril - Maio 2013
To see the actual publication please follow the link above